Deputados e senadores na mira do povo

Cresce em todos os recantos do Brasil – ouço isso da Amazônia ao Apodi, passando pelo Pampa Gaúcho – a ideia de marcar severamente todos os deputados e senadores que votaram pelo golpe de 2016 e, principalmente, aqueles que estão votando contra o povo brasileiro.

Vamos ilustrar claramente onde votam contra o povo: PEC do fim do mundo que congelou os gastos de saúde e educação por vinte anos; reforma do ensino; reforma trabalhista e a reforma da previdência.

Nós, que atuamos com populações do campo, ainda acompanhamos as mudanças nas questões ambientais, entrega de terras aos estrangeiros e mudanças na política indigenista.

Não é só colocar o nome dos deputados e senadores na internet, denunciando-os como traidores do povo. Nem basta cerca-los em aeroportos para manifestar a indignação com suas atitudes políticas. É algo mais miúdo, que vai à casa de seus eleitores, explicar o que esses homens e mulheres tem feito contra os trabalhadores e mais vulneráveis da sociedade.

É o propósito de esclarecer para o povo das regiões onde são eleitos – aí será necessário trabalhar contra o nome do deputado ou senador na região, nos municípios, etc. – que eles recebem muito dinheiro das empresas para fazer campanha, mas é o voto do povo que os elege, não o dinheiro de seus corruptores.

Não que essa prática elimine a necessidade de uma profunda reforma política, nem quer dizer que os novos eleitos serão necessariamente melhores que os atuais. Mas, essa iniciativa pode inaugurar uma nova fase na política brasileira, que é um certo monitoramento efetivo do comportamento dos parlamentares.

Tomara que a ideia prospere. Quem sabe o próximo Congresso seja um pouco mais digno das angústias e esperanças do povo brasileiro.

Roberto Malvezzi (Gogó)

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