Combate ao trabalho escravo

Trabalho escravo é compreendido como a combinação de situações de privação de liberdade (através da vigilância armada, opressão física ou psicológica, isolamento ou o trabalho em troca de pagamanto de dívidas) e trabalho degradante, que podem envolver tanto alimentação insuficiente ou de má qualidade e água não potável, como alojamentos e instalações sanitárias insalubres, falta de assistência médica e primeiros socorros, além do descumprimento de leis trabalhistas.

Marca De Olho no Trabalho EscravoA exploração do trabalho escravo se dá principalmente no campo nas fonteira agrícolas do estado. Existem casos de trabalho escravo, degradante e superexploração na fruticultura irrigada do São Francisco, nas carvoarias e nas grandes fazendas do oeste, na lavoura de algodão do sudoeste, nas madeireiras e empresas de camarão do extremo sul e do litoral, no café das serras, na citricultura, no sisal e na cana.
Como parte da estratégia de enfrentamento desse problema, a CPT Bahia faz parte de uma campanha contra o trabalho escravo e degradante, que tem quatro objetivos principais:

Alertar e sensibilizar a sociedade para a existência de aliciamento e trabalho escravo na Bahia e estimular a participação no seu combate;
Diagnóstico das condições de trabalho nas fazendas, tanto na Bahia quanto nos lugares onde os baianos migram;
Informação e formação sobre direitos de trabalho e procedimentos para fazer denúncias;
Denúncias aos órgãos públicos responsáveis pelo resgate dos trabalhadores e punição dos culpados.