
Amigos que vivenciaram os 40 anos da Comissão na Bahia e também jovens que acabaram de conhecer a CPT participaram da programação. Em uma mesma sala estavam pesquisadores como os professores e alunos do Geografar, programa da UFBA que estuda o campo baiano; ex-agentes da CPT que já deixaram a ação do dia a dia, mas não se desligaram da luta; representantes de movimentos e entidades parceiras como Cime, Ceta, Cáritas, CEAS, MPA, AATR e os agentes da Comissão que vieram de diferentes regiões da Bahia. O vice-presidente da CPT e bispo de Rui Barbosa –BA, Dom André Witte também participou da tarde festiva.
“A CPT é presença evangélica a serviço das lutas camponesas no Brasil. Celebrar a CPT é celebrar a luta. Se não olharmos o que acontece com os camponeses estamos falhando”, afirmou Ruben Siqueira, assessor da CPT na abertura do evento. Após a apresentação dos números dos conflitos de terra no Brasil, em 2015 foram 50 assassinatos e em 2016 já foram registrados 27 mortes, uma grande roda de conversa foi montada.
A partir de diferentes pontos de vista, a luta pela terra foi discutida e ao final a conclusão do debate foi a importância de não ficar apenas nas dores da luta, mas também ressaltar as conquistas e continuar a caminhar. “Isso aqui é a essencial da CPT. É a partir da realidade, que a gente se coloca a serviço. Isso é Pastoral da Terra. A realidade é o chão”, resumiu emocionado Edu, ex-agente da CPT que viu o regional da Bahia nascer.

Na passagem, Pedro diz ao paralítico: “Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda. E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram”. A frase do apóstolo foi repetida pelos presentes como um reforço do compromisso com a missão da CPT.


