
A reflexão foi conduzida por Claudio Dourado, agente da Comissão Pastoral da Terra – CPT Bahia/ Centro Norte, que apresentou os elementos da identidade camponesa com sua multiculturalidade pluriétnica e junto com os/as liderandos/as, analisou as semelhanças e diferenças de cada movimento social presente a partir de suas relações de territorialidade.

No segundo dia do encontro, Benedito Oliveira, arte-educador, contribuiu com um aprofundamento sobre a cultura popular, e destacou que assim como a mística fortalece a alma, é importante fortalecer também o corpo. Com uma metodologia dinâmica e participativa, foram trabalhadas técnicas de comunicação e expressão, exercícios de respiração, coordenação motora, interação grupal, técnicas vocais, além de batuques e cantigas populares.
Benedito Oliveira reforçou o princípio de que o/a militante social deve ser sempre o primeiro a dar exemplo, tendo um comportamento ético em todos os sentidos. “O nosso agir, precisa tocar as pessoas, a nossa fala, a nossa postura, devem motivar o povo ao movimento, com instrumentos e linguagens que animem e comuniquem a nossa mensagem de forma clara. Neste sentido, a arte com sua leveza, tem o poder de tocar profundamente as pessoas, possibilitando por diversos caminhos, a compreensão da realidade”, enfatizou.
A dança, determinados códigos da música estão na essência da cultura do povo e por isso tem a capacidade de arrastar multidões. Muitos desses elementos são apropriados pela indústria cultural e propagados como cultura popular, mas não são do povo e não estão a serviço do povo.

Outro aspecto significativo do curso, e que apareceu na avaliação dos/das participantes, foi a expectativa de ter alguém para ensinar a fazer as atividades, mas como não teve assessoria, os/as liderandos/as usaram a criatividade para produzirem maquetes com material reciclável, peças de teatro e poesias retratando os modos de viver nos seus territórios.
Texto: Maria Aparecida Silva/ CPT Centro Norte – Núcleo Bonfim
Fotos: CPT Bahia/ Centro Norte


