
Nordestina está a 343 km da capital Salvador, na região do semiárido baiano, e sua população é estimada em pouco mais de 12.400 habitantes. Desde 2016, o município convive com a exploração de diamantes pela empresa Liparu Mineração LTDA através da Mina Braúna, realizando produção média anual de 250 quilates de diamantes, sendo essa riqueza destinada e comercializada para o mercado externo.
Por outro lado, a exploração mineral somente intensifica a desigualdade social e contradições para as populações locais. As doze comunidades quilombolas e outras comunidades rurais, que vivem o conflito direto com a mineração sofrem com problemas envolvendo o alto nível de analfabetismo, pobreza presente para a maioria das famílias, dificuldades de acesso a água, criminalidade e desemprego. Essa situação que despertou a indignação das famílias, assim como o desejo por lutar por soberania popular na mineração, em que o povo possa ter a oportunidade de decidir na mineração.
Para isso o Movimento Pela Soberania Popular Na Mineração (MAM), Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Nordestina (STTR), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Associações Quilombolas, convidam toda a população urbana e rural para participarem da Assembleia Popular da Mineração – Um debate Urgente e Necessário!
“Por um país soberano e sério, Contra o saque dos nossos minérios”.
Texto: Pablo Montalvão/ Movimento Pela Soberania Popular Na Mineração (MAM)
Edição: Comunicação CPT BA


