A manhã de sábado na Romaria da Terra e das Águas é marcada pela formação política e social dos romeiros e romeiras, tradição mantida nesta 39ᵃ edição, que acontece até amanhã, domingo, 03 de julho, na cidade de Bom Jesus da Lapa. O evento deste ano discute o tema: Cuidar da Casa Comum, conversão ecológica e a organização da Romaria é da Comissão Pastoral da Terra – Bahia, Dioceses de Bom Jesus da Lapa, Barreiras, Irecê, Barra, Caetité, Arquidiocese de Vitória da Conquista, Santuário Bom Jesus e organizações e movimentos populares.
Em cinco diferentes pontos da cidade, foram montados plenarinhos para discutir a questão ambiental a partir da realidade vivida pelos 
A música, inclusive, é marca da Romaria. Nada acontece sem um grupo de animação e em todos os plenarinhos as canções reforçavam os temas em debate e a importância da luta. “Nosso direito vem. Se não vem nosso direito o Brasil perde também”, entoava uma das canções durante o plenarinho Saneamento Básico na bacia do Rio São Francisco, que aconteceu na Igreja Bom Jesus dos Navegantes.
Inicialmente, os participantes apresentaram as realidades das suas regiões e relataram 
Como todo lugar é espaço para as pessoas se reunirem e falarem da vida em comunidade,
Como saída para esta realidade foi destacada a necessidade de qualificar o trabalho de base, demostrando a relação entre o campo e a cidade, a organização popular para enfrentar as grandes empresas, o fortalecimento da agroecologia e o envolvimento da juventude na luta política. Os participantes deste plenarinho também chamaram atenção para o processo de criminalização dos movimentos sociais com intuito de enfraquecer a resistência popular.

Os jovens presentes destacaram como encaminhamentos: a necessidade da juventude se articular na luta por políticas públicas; convocar audiências públicas para o debate sobre a questão ambiental; organizar e fazer luta pela construção de leis que impeçam a implantação de pivôs de irrigação nas fazendas; envolver e organizar a juventude e a igreja nas lutas pela garantia da casa comum, como vem sendo expresso por Papa Francisco. Por fim, os jovens se comprometeram a voltar para as suas dioceses e fazer aplicar na realidade os compromissos assumidos e experiências compartilhadas.
Na Igreja São José Operário, o debate foi sobre Fé e Política – desafios e perspectivas. Os participantes discutiram a fé como uma postura de enfrentamento e sinônimo de coragem, que é a união do coração com a ação. “Temos que acreditar no poder da minoria como a luz, o sal e o fermento. A luz incomoda as trevas. O sal é pouco, mas incomoda e o fermento aumenta a massa”, disse Gilvander facilitador do plenarinho. Como propostas e encaminhamentos o plenarinho definiu entre outras ações: a não terceirização das responsabilidades sociais, políticas e religiosas; o enfrentamento das contradições internas da igreja e a articulação da solidariedade com a luta por justiça.





