
Durante o evento, os participantes destacaram a certificação como um passo importante na luta pela garantia dos direitos das comunidades e a necessidade de se manterem organizados. Além de integrantes das comunidades, estiveram presentes representantes de entidades parceiras e do poder público local.
Elizete Donato, da comunidade de Tapera do Rochedo, enfatizou a importância do trabalho e da presença da juventude na luta da comunidade. Já Renivaldo de Souza, Vice-prefeito de Cordeiros, reafirmou o trabalho em parceria e destacou o papel das lideranças na luta destas comunidades.
O prazo para que as comunidades tradicionais de Fundo e Fecho de Pasto se autorreconheçam e entrem com o pedido de certificação determinado na Lei estadual 12.910/2013, que termina em 31 de dezembro deste ano, foi apresentada como um dos desafios para a organização e a luta pela regularização dos territórios. Em relação a esse prazo, já encontra-se em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5783, desde setembro de 2017, mas ainda seguirá para votação.
Para Adenilson Almeida, que trabalhou pela Articulação Estadual de Fundo e Fecho de Pasto com o projeto Busca ativa, a norma estadual traz preocupações para a vida destas comunidades. “Como pode o Estado determinar que a partir de então estas comunidades não podem mais existir? Mesmo porque estas comunidades existem a mais de cem anos”, disse.
No encerramento da atividade as comunidades se sentiram animadas com a certificação, o que vai contribuir no fortalecimento da luta pelos seus territórios. Foi vislumbrado ainda, a necessidade de as mesmas terem um espaço de debate político organizativo específico na região, pois, além destas comunidades, existem outras que já deram entrada no processo de autorreconhecimento, e outras que nem estão ou ainda não participam deste debate.
Texto e fotos: Equipe Sul/Sudoeste da CPT Bahia


