
Os/as participantes relataram ameaças comuns aos territórios e modos de vida das comunidades tradicionais. Entre as ameaças, destacam-se as empresas de mineração e de energias eólica e solar. De acordo com os/as trabalhadores rurais, a instalação e a tentativa de implementação desses projetos nos territórios de fundo de pasto provocam conflitos nas comunidades, degradação ambiental e põem em risco a sustentabilidade das famílias camponesas.
“Nós temos que criar, ter nosso fundo de pasto, ter o lugar onde nossos animais vão comer e, se desmatar, a gente não vai ter condições de criar. Estamos brigando pelos direitos que nós temos e nós vamos lutar”, afirmou uma agricultora de uma comunidade de fundo de pasto do município de Sento Sé.

“Não precisamos de prazo para nos reconhecer”, enfatizou o técnico em agropecuária da comunidade Baixão dos Bois, em Campo Alegre de Lourdes, Anselmo Ferreira.
Para Rosana Santos, da comunidade Pajeú, em Remanso, o Encontro foi muito bom. “É um momento de aprendizagem, que a gente repassa depois para quem ficou na comunidade. O nosso fundo de pasto é coisa mais importante e nós estamos correndo atrás de forças para a gente tá se juntando”, comentou.
Texto e fotos: Comunicação CPT Juazeiro


