CPT BAHIA

Mulheres camponesas trocam experiências agroecológicas no Centro-Oeste da Bahia

Com foco no feminismo camponês popular, que valoriza as mulheres no meio onde atuam, aconteceu nos municípios de Central e Itaguaçu da Bahia, na Bahia, nos ultimos dias 08 e 09, um intercâmbio de experiências produtivas entre mulheres trabalhadoras rurais para troca de conhecimentos sobre a produção agroecológica de alimentos. A atividade foi uma iniciativa da Comissão Pastoral da Terra – CPT Centro-Oeste da Bahia com o objetivo de fortalecer o protagonismo das mulheres nos territórios, através do beneficiamento de alimentos para geração de renda e cuidado com a natureza e a saúde, numa afirmação da soberania alimentar.

Mulheres de Santa Maria da Vitória, Ibotirama, Muquém do São Francisco, Irecê e Itaguaçu da Bahia visitaram na comunidade Palmeiras, município de Central,  unidades produtivas orgânicas que fazem parte do núcleo Raízes do Sertão, integrante da Rede Povos da Mata na Bahia; a Unidade de Beneficiamento de Derivados de Mandioca e a fábrica de farinha móvel da comunidade quilombola Barreiros, em Itaguaçu da Bahia. Além de conheceram como funciona a organização da associação de Barreiros, colocaram, literalmente, a mão na massa experimentando receitas culinárias.

Um animado bate-papo esclareceu sobre os caminhos que possibilitam o acesso a políticas públicas voltadas às comunidades rurais e tradicionais, que contribuem na redução da vulnerabilidade social das mulheres do campo. Também tiveram a oportunidade de entender como se dá o processo de certificação para produção orgânica, técnicas de conservação do solo, de adubação orgânica e de plantio, como rotação de culturas e plantio consorciado, métodos de controle de pragas e doenças sem uso de agrotóxico, além de compreender como se dá o processo de produção de mel por abelhas com e sem ferrão, com direito a degustação de mel de mandaçaia.

Ações como estas buscam visibilizar o papel fundamental da mulher nas famílias e comunidades camponesas, essencial para a defesa dos territórios e modos de vida, contribuindo para superação do patriarcalismo, da violência de gênero e do modelo baseado no agronegócio, que concentra renda, adoece quem produz e quem consome alimentos com veneno e degrada a natureza.

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