Criada pelo artista Fábio Lima, da cidade de Guanambi, a nova marca comemorativa dos 50 anos da Comissão Pastoral da Terra na Bahia foi construída a partir de elementos que dialogam profundamente com a história, a missão e a caminhada da CPT junto aos povos do campo, das águas e das florestas.
A arte destaca representações do Rio São Francisco e do Rio Paraguaçu enquanto expressões da vida, da resistência e do fluxo contínuo dos povos e de seus territórios. Os rios aparecem como símbolos de movimento, conexão, ancestralidade e permanência, refletindo a força das comunidades que seguem resistindo em defesa da vida e da terra.
Outro elemento presente é a enxada, símbolo do trabalho, da relação com a terra e da luta cotidiana dos trabalhadores e trabalhadoras rurais. Ela representa a construção coletiva da vida no campo e a dignidade dos povos que cultivam, produzem e preservam seus territórios.
A palma da mão surge como representação do cuidado, da proteção e da solidariedade, valores que atravessam a atuação pastoral da CPT ao longo dessas cinco décadas. Já a cruz libertadora expressa a espiritualidade que sustenta a dimensão pastoral e profética da caminhada, marcada pelo compromisso com a justiça social e a defesa da vida.
A marca também incorpora silhuetas de comunidades, reforçando o protagonismo coletivo dos sujeitos do campo e a centralidade da organização popular nesta trajetória construída junto às comunidades camponesas, indígenas, quilombolas e povos tradicionais.
Mais do que uma identidade visual, a marca dos 50 anos da CPT Bahia traduz uma memória viva de luta, fé, resistência e esperança. Cada traço e cada símbolo carregam a força de uma caminhada coletiva que segue presente nos territórios, anunciando a vida e denunciando as injustiças que ainda marcam o campo brasileiro.



