
Segundo Cleiton Vieira, presidente da Câmara, a presença do povo para discutir a ameaça direta ao modo de vida das comunidades naquele espaço, era um momento histórico. Entre as localidades presentes estavam Barroca do Feleiro, Barroca de Cima, Barroca de Baixo, Varzinha e Fazenda Mocó, que estão sendo diretamente atingidas com a abertura de estradas e pela presença das empresas em suas propriedades.
Essas comunidades rurais ficam na extensão da Serra do Gado Bravo – região rica em nascentes – e sempre fizeram o uso sustentável dos recursos naturais, mas temem que com a instalação dessas mineradoras, tudo seja destruído. Munidos de cartazes com frases contrárias a mineração, a população se manifestou não estar interessada em empregos nessas empresas, defenderam o modo de vida e a permanência das comunidades na região da grota, onde produzem alimentos e criam animais, e também abastecem a feira livre do município.

Durante a audiência, as comunidades apresentaram ainda uma proposta para o poder público, utilizando a Lei Orgânica Municipal (Artigo 223 e § 3º) e o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), para construir uma Lei de Unidade de Conservação do Gado Bravo, transformando a serra em um parque turístico, e assim respeitar o modo de vida das comunidades e do meio ambiente.
Texto: Amanda Monteiro/ CPT Bahia
Edição: Comunicação CPT Bahia


